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A menina Júlia Soares Teixeira da Silva, de apenas 7 anos, morreu na noite desta segunda-feira (2), em Curitiba, após não resistir às complicações de um câncer raro contra o qual lutava havia cerca de três anos. Ela estava internada no Hospital Erastinho, referência nacional em oncologia pediátrica, depois de ser atendida em uma operação de emergência que envolveu escolta terrestre e transporte aeromédico da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A confirmação da morte foi feita pela mãe, Taiane, por meio das redes sociais. Em uma mensagem breve e comovente, ela se despediu da filha: “Descanse em paz, minha filha. Acabou teu sofrimento.”
Júlia foi diagnosticada com carcinoma de adrenal, um tipo raro e agressivo de câncer que afeta a glândula suprarrenal. Desde então, enfrentou um tratamento longo e intenso, marcado por sucessivas internações, procedimentos invasivos e cirurgias de alta complexidade. Em uma das intervenções, conforme relato da família, os médicos precisaram remover seis tumores.
Em novembro do ano passado, após completar 7 anos, a criança iniciou um novo protocolo terapêutico. No entanto, a resposta clínica foi limitada e o tratamento acabou causando grande debilidade. No início deste ano, diante da ausência de alternativas eficazes, a equipe médica optou pela adoção de cuidados paliativos, decisão tomada em conjunto com a família.
No último domingo (1º), atendendo a um desejo da própria Júlia, os pais decidiram levá-la para conhecer o litoral. Durante o retorno a Curitiba, já na BR-101, em Garuva, no Norte de Santa Catarina, a menina passou mal de forma repentina. Diante da gravidade da situação, a família buscou auxílio em um posto da PRF.
Com o tráfego intenso nas rodovias e o estado clínico delicado da criança, foi montada uma operação integrada com apoio do Samu. O veículo da família recebeu escolta até a praça de pedágio de Garuva, onde um helicóptero da PRF, deslocado de Curitiba, já estava preparado para o atendimento.
Após ser estabilizada, Júlia e a mãe foram transportadas por via aérea até o Aeroporto do Bacacheri. Na sequência, uma ambulância com UTI móvel realizou o deslocamento final até o Hospital Erastinho. Um trajeto que poderia levar mais de duas horas por terra foi concluído em aproximadamente 20 minutos.
Apesar da rápida mobilização das equipes, da integração entre o transporte terrestre e aéreo e de todos os esforços empregados no atendimento emergencial, Júlia não resistiu e morreu poucas horas após dar entrada no hospital.
Após a confirmação do falecimento, o pai da menina usou as redes sociais para agradecer aos profissionais envolvidos no resgate. Segundo ele, todos fizeram o possível para tentar salvar a vida da filha.
Em meio à dor da despedida, ficam as condolências à família, aos amigos e a todos que acompanharam a trajetória de luta da pequena Júlia — uma história que comoveu Santa Catarina e o Paraná e evidenciou a dedicação de profissionais e familiares diante dos limites impostos pela doença.
Fonte: Jornal Razão
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Quentuchas Notícias
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