A Polícia Federal prendeu dois suspeitos de planejar atos terroristas no Brasil durante a Operação Trapiche, realizada nesta quarta-feira (8). A ação visava desarticular a preparação de atos extremistas no país, com indícios de possível recrutamento de brasileiros para o grupo terrorista Hezbollah. Dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, conforme expedido pela Subseção Judiciária de Belo Horizonte.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de constituição ou integração a organizações terroristas e realização de atos preparatórios de terrorismo, crimes equiparados a hediondos pela Lei de Terrorismo. As penas máximas, somadas, alcançam 15 anos e 6 meses de reclusão. Os crimes são inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto, e o cumprimento da pena inicia-se em regime fechado.

Em São Paulo, duas pessoas foram temporariamente detidas, e um mandado de busca e apreensão foi executado. A operação também resultou em sete mandados de busca e apreensão em Minas Gerais e três no Distrito Federal.

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O Hezbollah, após os ataques do Hamas em 7 de outubro, parabenizou o grupo palestino, considerando a ação uma "operação heroica em grande escala" contra Israel. Contudo, negou envolvimento nas ações. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, alertou sobre a possibilidade de uma "guerra total" entre Israel e o Hamas em Gaza, instando os Estados Unidos a interromperem a "agressão israelense" para evitar uma conflagração regional.

Em 2021, o Hezbollah afirmou ter 100 mil combatentes, embora estimativas do governo israelense apontem a metade desse número. Analistas independentes sugerem cerca de 20 mil combatentes bem treinados e uma reserva de 50 mil com treinamento inferior. O grupo possui um arsenal estimado de 150 mil a 200 mil foguetes e mísseis, incluindo centenas de mísseis de precisão. Em maio, realizou exercícios no sul do Líbano, exibindo sistemas de armas de origem iraniana, síria, russa e chinesa.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação