Sindicato alerta para possível greve nacional dos caminhoneiros após decisão do STF sobre jornada de trabalho

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs) se manifestou sobre a possibilidade de uma nova greve nacional de caminhoneiros, levantada pelo Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sinditanque-MG). A entidade mineira é contrária às alterações na Lei dos Caminhoneiros, aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final de junho.

O STF acatou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida em 2015 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes (CNTT). A decisão inclui, por exemplo, o tempo de espera para carga e descarga na jornada de trabalho, bem como o período gasto com a fiscalização da mercadoria. Outro ponto modificado é a invalidação da possibilidade de considerar descanso quando o veículo estiver em movimento, no caso de revezamento entre dois motoristas.

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O Sinditanque-MG afirma que a insatisfação entre os transportadores é generalizada, devido aos prejuízos às empresas e motoristas. O sindicato já se reuniu com o governo federal para pedir que a União encaminhe um pedido de reconsideração ao STF.

No Rio Grande do Sul, o Setcergs alerta para os "impactos negativos" da decisão do Supremo, prevendo um aumento acima de 30% nos custos das empresas, que serão repassados aos consumidores, impactando a sociedade como um todo.

Apesar das preocupações, o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado do RS (Sulpetro) acredita que o assunto foi equacionado e não prevê greves neste momento. No entanto, representantes de entidades de outros estados já demonstraram interesse em participar de uma possível greve no setor de transporte de combustíveis e derivados de petróleo.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação CP