Nesta terça-feira, 9 de abril, o Rio Grande do Sul atingiu um triste marco no combate à dengue, com o número de mortes relacionadas à doença chegando a 64 em 2024. Paralelamente, os casos confirmados da enfermidade já ultrapassam 51,3 mil, evidenciando uma situação de alerta em todo o estado.

Entre as vítimas mais recentes, destacam-se:

Terça-feira, 9 de abril:

Leia Também:

  • Uma mulher de 66 anos, residente em Novo Hamburgo, com condições médicas pré-existentes, faleceu em 05/04/2024.
  • Um homem de 64 anos, residente em São Leopoldo, também com condições pré-existentes, faleceu em 17/02/2024.
  • Uma mulher de 56 anos, residente em São Leopoldo, com condições médicas pré-existentes, faleceu em 28/03/2024.
  • Uma mulher de 86 anos, residente em São Leopoldo, com condições médicas pré-existentes, faleceu em 03/04/2024.

Segunda-feira, 8 de abril:

  • Um homem indígena de 60 anos, residente em Tenente Portela, com condições médicas pré-existentes, faleceu em 21/03/2024.
  • Um homem de 84 anos, residente em Crissiumal, sem doenças pré-existentes, faleceu em 02/04/2024.
  • Uma mulher de 61 anos, residente em Cruz Alta, com condições médicas pré-existentes, faleceu em 04/04/2024.

O perfil das vítimas revela equidade entre homens e mulheres, totalizando 32 casos fatais para cada sexo. A maioria dos óbitos ocorre entre pacientes com mais de 60 anos, sendo São Leopoldo, na Região Metropolitana, a cidade mais impactada pelo surto.

Dos 497 municípios do estado, apenas 31 permanecem livres da infestação pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti, destacando-se Santa Rosa, na Região Noroeste, que apresenta o maior número de casos de dengue, com 6,7 mil infecções notificadas.

Especialistas, como o virologista Fernando Spilki, apontam para uma combinação de fatores climáticos e sanitários que favorecem a proliferação do mosquito, incluindo o aumento das temperaturas e as chuvas na região.

Diante desse cenário alarmante, o governo estadual declarou situação de emergência em 12 de março, mobilizando recursos adicionais para o enfrentamento da crise.

Medidas de prevenção, como a limpeza e revisão das áreas residenciais, são essenciais para interromper o ciclo de vida do mosquito. A população deve ficar atenta aos sintomas da dengue e buscar atendimento médico imediato ao manifestá-los.

A Secretaria da Saúde ressalta a importância do uso de repelentes como uma medida adicional de proteção individual contra o Aedes aegypti. Com esforços conjuntos e medidas preventivas, é possível mitigar os impactos devastadores da dengue e proteger a população gaúcha.

FONTE/CRÉDITOS: Redação