Uma creche particular em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, está sob investigação depois que pais denunciaram que crianças teriam recebido medicamentos para ficarem mais tranquilas durante o dia.

O caso chegou ao Conselho Tutelar, que solicitou o fechamento preventivo da Escola de Educação Infantil. A Polícia Civil abriu inquérito e começou a ouvir testemunhas.

A RBS TV tentou contato com a instituição, mas não obteve resposta.

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Denúncias e imagens circulando

Na última semana, fotos feitas dentro da creche foram compartilhadas em grupos de mensagens de pais. Nas imagens, crianças aparecem compartilhando a mesma garrafa de água e até um único prato de comida. Além disso, mães afirmam ter recebido mensagens atribuídas a funcionárias da escola, sugerindo aumento na dosagem de remédios para acalmar os pequenos.

Uma das mães, Evelyn Saldanha, técnica de enfermagem, relatou os sinais observados em casa:

"A criança chegava em casa com diarreia, vômito e náusea. A gente pensava 'comeu um docinho, aconteceu alguma coisa assim'", contou.

Em mensagens recebidas, as mães relataram conteúdos como: "dei dois comprimidos para a menina e ela ainda não dormiu".

Investigação e medidas

A Polícia Civil começou a ouvir pais e funcionários da creche. A prefeitura de Alvorada informou que acompanha o caso e que todas as medidas cabíveis serão tomadas.

A escola funcionou normalmente na manhã de segunda-feira (15), mas o Conselho Tutelar realizou vistoria e recomendou a suspensão das atividades até que as apurações sejam concluídas. As crianças foram encaminhadas para avaliação médica.

Pais relatam mudanças no comportamento

Alguns pais relatam mudanças no comportamento dos filhos desde o início das atividades na creche. Alessandra Marques, mãe de uma menina que frequentava o local, disse:

"Ela estava muito sonolenta, não queria brincar. Era uma criança que vivia sorrindo e saudável. Tomava mamadeira de manhã, almoçava e tomava mamadeira à tarde. Agora ela não toma mais o mama dela, não quer mais comer."

Segundo os responsáveis, a denúncia também foi encaminhada ao Ministério Público.