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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU especializada em clima e tempo, sinaliza uma probabilidade elevada de que o fenômeno El Niño comece a se manifestar já a partir de maio. A expectativa é de que o evento influencie o padrão de chuvas e as temperaturas em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil, com as águas do Pacífico Equatorial apresentando um rápido aquecimento.
Avanço das condições de El Niño
Após um período de neutralidade climática no início do ano, os modelos climáticos indicam uma mudança clara no oceano. A OMM afirma que há alta confiança no retorno das condições de El Niño entre maio e julho, com uma tendência de intensificação nos meses subsequentes.
"Após um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos estão agora fortemente alinhados, e há grande confiança no início do El Niño, seguido por uma maior intensificação nos meses seguintes", declarou Wilfran Moufouma Okia, chefe de previsão climática da OMM.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal e prolongado das águas do Pacífico Equatorial central e oriental. Esse fenômeno atmosférico altera a circulação do ar, impactando diretamente o regime de precipitações e as temperaturas em escala global.
Impactos previstos para o Brasil e o mundo
Apesar da confiança nos modelos, a OMM ressalta que ainda existe incerteza nas previsões, especialmente devido à chamada barreira de previsibilidade da primavera no Hemisfério Norte, que dificulta projeções mais precisas antes do final de abril.
Para o trimestre de maio a julho, a entidade prevê um cenário de temperaturas acima do normal na maior parte da superfície terrestre. O fenômeno El Niño tende a favorecer:
- Aumento das chuvas em partes do sul da América do Sul.
- Condições mais secas em áreas da Austrália, Indonésia e sul da Ásia.
No Brasil, os efeitos costumam ser contrastantes entre as regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que o fenômeno tende a trazer mais chuva para o Sul do país, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar um risco maior de seca. A magnitude desses impactos dependerá da intensidade do El Niño, da época do ano e de outras interações climáticas.
Classificação e contexto climático
A OMM esclarece que não utiliza a expressão "super El Niño", pois não se trata de uma classificação técnica padronizada. A entidade também não encontra evidências de que as mudanças climáticas estejam aumentando a frequência ou a intensidade dos eventos de El Niño.
No entanto, a OMM alerta que oceanos e atmosfera mais quentes, decorrentes do aquecimento global, podem exacerbar os efeitos associados a esses eventos, como ondas de calor intensas e chuvas volumosas.
A próxima atualização oficial da OMM sobre o desenvolvimento do El Niño está prevista para o final de maio.
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Quentuchas Notícias
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