O Rio Grande do Sul já registrou 3 mortes de crianças por dengue somente em 2023. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou o óbito de um menino de 4 anos, sem comorbidades, morador de Porto Alegre. As outras duas crianças vítimas da doença são um menino de 4 anos, com comorbidade, morador de Lajeado, no Vale do Taquari, e uma menina de 10 anos, residente de Passo Fundo, no Norte, sem doença prévia.

A enfermeira Catia Favreto, responsável pelo Programa de Arboviroses do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CVS), explica que crianças e idosos são os mais suscetíveis a contrair a doença devido à imunidade mais baixa. Ainda assim, não é comum crianças morrerem em decorrência da dengue. Os sintomas mais comuns de quem está com dengue são febre, náusea, vômito, irritação na pele e dor atrás dos olhos.

Para prevenir a doença, é importante eliminar os focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti e usar repelente.

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Até o momento deste ano, o Rio Grande do Sul já apresenta 12.492 casos confirmados de dengue, sendo que 11.414 desses casos foram contraídos dentro do próprio estado. A Secretaria Estadual da Saúde alerta que 91,95% dos municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti, com 457 das 497 cidades em alto risco de contaminação por dengue, chikungunya e zika.

No ano de 2022, o Rio Grande do Sul registrou seus maiores índices de dengue em toda a série histórica, com mais de 57 mil casos de contração da doença dentro do estado e outros 11 mil casos importados. Ao todo, foram registrados 66 óbitos em virtude da dengue no ano passado, sendo que duas vítimas tinham menos de 14 anos.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação