O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta quarta-feira (19/2) a denúncia da PGR contra 34 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro, afirmando que todos têm direito à presunção de inocência, mas, se culpados, devem responder por seus atos. "Não comentarei um processo em curso. O caso está no Supremo, e os acusados terão direito à defesa", disse Lula durante coletiva com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

Na terça-feira (18/2), o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, denunciou 34 pessoas ao STF por supostos atos contra os Três Poderes e a democracia. A acusação se baseia em documentos, mensagens e planilhas que indicariam um plano de golpe de Estado liderado por Bolsonaro e aliados desde março de 2021, após a anulação das condenações de Lula pelo STF.

Segundo a PGR, o grupo articulou ataques ao sistema eleitoral, disseminação de fake news, desobediência ao STF e um plano de fuga para Bolsonaro. Em julho de 2022, Bolsonaro teria incitado ministros a questionar as urnas e convocado diplomatas para alegar fraudes. No segundo turno de 2022, a PRF supostamente tentou dificultar o acesso de eleitores favoráveis a Lula.

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Após a vitória de Lula, a mobilização de apoiadores em quartéis buscava pressionar as Forças Armadas a impedir sua posse. Em novembro, militares tentaram apoio ao golpe, incluindo a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, a PGR cita um suposto plano para assassinar Lula, Geraldo Alckmin e Moraes, abortado por falta de apoio militar.

A denúncia também aponta os atos de 8 de janeiro como a última tentativa frustrada do grupo de concretizar o golpe.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil