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A Polícia Federal (PF) conduziu, nesta segunda-feira, 29, novas diligências no âmbito da investigação sobre alegada espionagem ilícita na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) está entre os alvos da apuração, conforme confirmado pelo Estadão. Segundo a Globonews, o filho "02" do ex-presidente teria recebido informações da suposta "Abin paralela".
Essa operação é um desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, que vasculhou 21 endereços em 25 de janeiro. O foco principal foi o ex-diretor da Abin na gestão Bolsonaro e atual deputado federal, Alexandre Ramagem. A investigação examina a suspeita de uso ilegal da Abin para atender a interesses políticos e pessoais da família Bolsonaro.
A Operação Vigilância Aproximada é uma continuação da Operação Última Milha, que, em outubro de 2023, resultou na prisão de servidores da Abin por uso indevido do sistema de geolocalização de celulares. Na época, o vereador Carlos Bolsonaro já era alvo de buscas.
O funcionamento da inteligência do governo anterior era de interesse de Carlos Bolsonaro, que mantém estreita relação com Ramagem.
Relembrando o caso, em 2023, a PF descobriu indícios do uso de mais ferramentas de espionagem ilegal por servidores da Abin, incluindo um programa de invasão de computadores. Os softwares foram encontrados durante buscas, levantando a suspeita de utilização de técnicas permitidas apenas com autorização judicial.
Em outubro do ano passado, a PF revelou que o sistema de geolocalização da Abin para dispositivos móveis foi utilizado em mais de 30 mil monitoramentos ilegais. Alvos incluíam ministros do STF, jornalistas, políticos e adversários de Jair Bolsonaro. Na ocasião, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, e mais de US$ 171 mil foram encontrados na casa de um suspeito em Brasília. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou o afastamento de cinco funcionários da Abin.
Na última quinta-feira, agentes apreenderam celulares e notebooks no apartamento funcional do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), um dos alvos da operação atual. Um notebook e um celular ainda pertencem à Abin. As investigações apontam indícios de que Ramagem continuou recebendo informações mesmo após deixar a Abin. Sete policiais federais foram suspensos do exercício de funções públicas, e as ações fazem parte da investigação da Operação Última Milha, deflagrada em outubro de 2023.
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Quentuchas Notícias
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