A Polícia Civil realizou, na terça-feira (1º), a prisão preventiva de uma idosa de 66 anos sob suspeita de entregar suas netas a um homem que as abusava sexualmente em troca de dinheiro e comida em Uruguaiana, região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Segundo o delegado Matheus Antunes da Rosa, o homem era conhecido da família e teria praticado os abusos contra as duas meninas, uma criança de 11 anos e uma adolescente de 13, no período entre setembro de 2020 e março de 2021. A avó das vítimas supostamente consentia com os atos e recebia benefícios financeiros e alimentares em troca.

Inicialmente, o pedido de prisão preventiva para os suspeitos havia sido negado em primeira instância, mas, após recurso do Ministério Público (MP), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) reverteu a decisão.

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O homem foi detido no bairro São João, enquanto a idosa foi presa no bairro Cabo Luis Quevedo. Ambos foram conduzidos a uma delegacia de polícia e, posteriormente, encaminhados à Penitenciária Modulada de Uruguaiana. Os dois devem responder pelo crime de estupro de vulnerável.

Para auxiliar no combate a casos de abuso sexual e violência contra crianças e mulheres, é importante conhecer as opções para denúncia. Dentre elas, destacam-se:

  • Polícia Militar: disque 190 em casos de risco iminente à criança.
  • Samu: ligue para o número 192 para solicitar socorro urgente.
  • Delegacias especializadas no atendimento a crianças ou mulheres.
  • Qualquer delegacia de polícia.
  • Disque 100: canal anônimo para denúncias de violações dos direitos humanos.
  • Conselho Tutelar: presente em todas as cidades, esses profissionais atuam em casos denunciados, podendo contar com apoio policial e solicitar a abertura de inquéritos quando necessário.
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, são obrigados a fazer notificações compulsórias em casos de suspeita de violência, encaminhando esses casos aos conselhos tutelares e à polícia.
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008.
  • Ministério Público.

É fundamental que a sociedade esteja ciente desses canais e denuncie prontamente qualquer suspeita de violência, garantindo a proteção das vítimas e o combate a esses crimes abomináveis.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação